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terça-feira, 5 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Plenitude
A vida nos dá motivos
O viver nos dá começos
A ausência nos dá saudade
O amor nos dá leveza
As alegrias nos dão impulso
Os limites nos dão freios
As tristezas nos dão vazios
Os abraços longos nos dão paz
Os feitos nos dão satisfação
As primaveras nos dão brilho
Os olhares nos dão certezas
As vontades nos dão desassossego
Os beijos apaixonados nos dão calor
Os arrepios nos dão sensibilidade
As conquista nos dão animo
Os fatos nos dão desesperança
As mazelas nos dão melancolia
Os encontros nos dão energia
Os sonhos nos dão fantasias
As leituras nos dão sabedoria
Os escritos nos dão asas
As noites nos dão calmaria
Os amanheceres nos dão vida
As orações nos dão mais fé
Os amigos nos dão gratidão
A maturidade nos dá plenitude
domingo, 26 de abril de 2015
Sabores
Doce deleite no agora
Momento especial
Na alma, leveza
No rosto, sorriso
Na vida, maturidade
Nos olhares, brilho
Nas conversas, fatos
Nos caminhos, espera
Nas canções, mensagens
Na xícara , café coado
No prato, torta de limão
Nos sabores, lembranças
No contraste , doçura
Na boca, desejo explícito
Nas paredes, frases feitas
Partilha suave de instantes
Festejo bom de fim de tarde
C.A. 21/04/2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Parto
Acordei em ritmo "desacelerado"
Cabeça viajante, corpo solto
Cabeça viajante, corpo solto
Comecei buscando as palavras
Que ora estavam distantes
E escrevendo algumas coisas
Todas desconexas e sem rima
Indo e voltando nas novas metas
Que ora estavam distantes
E escrevendo algumas coisas
Todas desconexas e sem rima
Indo e voltando nas novas metas
Passeando nas resoluções de recomeço
Estou valorizando o tempo
Esse, sem medir as horas
Estou valorizando as presenças
Essas , sem medir o tempo
Importa ser, sentir e ter sentido
O passar da vida trás uma sabedoria
A poucos dado perceber ou aceitar
Somos efémeros e as vezes etéreos
Vale rir, chorar, crer, orar, agradecer
Vale partilhar, aparecer de repente
E saber ao certo a hora de nem estar
Vale aprender com os desvios
Compreendendo as oportunidades
Mantendo uma certa lucidez
Observando os movimentos sãos
No fluxo desse alinhamento lícito
Buscar a Paz que habita em nós
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Palavras
Soltas ou agarradas
Leves, às vezes pesadas
Distintas, extintas do agora
Sobrevoam o pensamento
Procurando um lugar livre
Ou se agarram, sem volta
As linhas retas do papel
Tomando forma de prosa
Ou , quem sabe, uma poesia
Daquelas que chegam do nada
Retratando bem os instantes
Tecendo fios de ideias válidas
Perfilando fatos acontecidos
Ou de outras que ficam remoendo
Consumindo-me o tempo vago
Esperando a hora certa do pouso
Talvez, trazendo amores para perto
Talvez , só completando um verso
Puxando até outro palavreado
Já cantado em canções antigas
Ou que mora hoje, na fala do povo
Com outros tantos sentidos usados
Encantada, rica de sonoridade, lúdica
Interpretada ao pé da letra ou ampliada
Palavras juntas, vão formando história
E serão memória dos escritos meus
C.A. 28/11/2014
Leves, às vezes pesadas
Distintas, extintas do agora
Sobrevoam o pensamento
Procurando um lugar livre
Ou se agarram, sem volta
As linhas retas do papel
Tomando forma de prosa
Ou , quem sabe, uma poesia
Daquelas que chegam do nada
Retratando bem os instantes
Tecendo fios de ideias válidas
Perfilando fatos acontecidos
Ou de outras que ficam remoendo
Consumindo-me o tempo vago
Esperando a hora certa do pouso
Talvez, trazendo amores para perto
Talvez , só completando um verso
Puxando até outro palavreado
Já cantado em canções antigas
Ou que mora hoje, na fala do povo
Com outros tantos sentidos usados
Encantada, rica de sonoridade, lúdica
Interpretada ao pé da letra ou ampliada
Palavras juntas, vão formando história
E serão memória dos escritos meus
C.A. 28/11/2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Crianças
Minhas crias
Serão sempre
Crianças soltas
Passeando aqui
No meu pensar
Nas recordações
Nas minhas idas
Ao passado presente
Nos cantos de ausência
Da casa já hoje vazia
Onde ecoam seus risos
E o barulhos da correria
Das brincadeiras saudáveis
Das suas construções
Das nossas bagunças
As casas de bonecas
As danças e canções
Os muitos livros de história
O pedaço lúdico cultivado
Onde as enxergo pequenas
Ocupando todos os espaços
Onde abrigo a minha saudade
Permanente e terna, eterna
Traduzida numa lágrima teimosa
Que brota do olhar de mãe
Na busca das minhas crias
Já criadas e inteiras
Entregues ao mundo
Mas ainda crianças
As minhas crias
C.A. 11/10/14 ( para Nina e Lud, com muito amor de mãe)
domingo, 21 de setembro de 2014
Sons do Silencio
Acordei antes do dia
Na madrugada norma
Na madrugada norma
O sono se foi de repente
E pude escutar o silêncio
O meu silêncio de ausências
Estava mais presente nesse fim de noite
Onde a Lua ainda era doce presença
Aguardaria calmamente o início do dia novo
Escutando a vida despertando aos poucos
Os primeiros cantar de passarinhos
E diferentes tons formavam um coro
Orquestrado por Bem -te-vis e trinados de canários
As vezes interrompido pelo barulho de carros
Dos que também despertaram mais cedo
Ou dos que ainda nem começaram a dormir
Nenhum passante na rua até o momento
Um vento frio na varanda convidava a voltar pra cama
Aconchegada nos lençóis sentia-me mais confortável
E também um pouco só com os meu questionamentos
Deixei uma fresta na janela para a brisa entrar e inundar o quarto
E invadir meu novo dia já povoado de tantos pensamentos por tantos
Mais cedo iniciei minhas orações matinais , agradecimentos e pedidos
E aproveitando o tempo e os primeiros raios tênues do Sol
Desejei luz para a vida e para o nosso povo
Necessitado de muitas coisas
Mas muito carente de lucidez
Nas suas escolhas sãs
Para nosso futuro
Para nova esperança
Assim como é
Cada novo dia
C.A. 04/09/2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Luar
Linda a Lua que flutua
Nessa noite mansa
Espelha - se na água
E beija o mar demoradamente
E se esconde e aparece faceira
E num claro instante
Ela brinca com tempo
Clareia o quarto
Invade a cama
Banha a alma
Cobre o corpo despido
Desvenda segredos contidos
Enternece o desejo
E se faz beijo seduzindo
E se faz bonita e vibrante
E as faz luar
C.A. 13/04/2014

Nessa noite mansa
Espelha - se na água
E beija o mar demoradamente
E se esconde e aparece faceira
E num claro instante
Ela brinca com tempo
Clareia o quarto
Invade a cama
Banha a alma
Cobre o corpo despido
Desvenda segredos contidos
Enternece o desejo
E se faz beijo seduzindo
E se faz bonita e vibrante
E as faz luar
C.A. 13/04/2014

domingo, 9 de março de 2014
Menina
| Imagem da Net |
O dia nublado se fez cor de rosa
A manhã norma
ganhou laços de fita
E luz
diferente brilhou nos meus olhos
Marejados pela
emoção do instante
O meu coração se
encheu de alegria
Quando a boa
noticia chegou
Vem aí uma
Menina !
Pensando em
babados e enfeites
Imaginei os
vestidos e cachos
Quero lhe
presentear com um brinco
E comprar a primeira
calcinha
Como será sua
carinha?
Linda como o
irmão?
Morena como a
sua mãe?
O que terá do
seu pai?
Será que terá
covinhas?
Será que virá
calminha?
Sei que já é muito
amada
Por essa sua
vovozinha.
Importa que
tenha saúde
Que desenvolva
bem tranquila
Que venha no
tempo certo
E que Deus lhe
abençoe, Pequena
C.A. ( feliz
com a noticia da vinda de Maya)
Vinho e vela
Uma pequena estrela
cintila
Uma nuvem clara
foge
Uma brisa amena
acaricia
Uma taça de vinho
aquece
Uma chama da vela
vela
Uma noite morna
segue
Uma canção persegue
Uma saudade invade
Uma lembrança
espanta
Uma dúvida paira
Uma ilusão separa
Uma emoção repara
Uma censura
desfecha
Uma razão dispara
Uma razão diz para
Uma razão diz ...
C.A. 07/03/14
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Salve
Salve Rainha
das Águas
| Foto da internet |
Salve, salve
Iemanjá
Hoje tem
festa no mar
Tem flores
nos balaios
Perfumes diversos
no ar
Muitos presentes
e preces
O batuque
dos tambores
Os pedidos e
oferendas
Baianas vestidas
de rendas
Impera o branco e azul
Devoção dos
muitos súditos
Que desejam
lhe saudar
Um povo crente
delirante
Confessando a
sua fé
Na força dos
mares e rios
Na força das
águas do mar
Na força
dessa mulher
De múltiplas
alcunhas
Janaína ,
Ogunté, Inaê, Iemanjá
Salve dois
de Fevereiro
Dia da Mãe
dos Orixás
Salve a Rainha
do mar!
C.A.
02/02/12
sábado, 18 de janeiro de 2014
Minh'Alma
O gosto bom do vinho verde português
Fizeram vivas e
presentes
As ainda bem vivas imagens de Lisboa
Fados, paisagens,
jardins, casarios
Monumentos,
varandas , lampiões
Pessoa em tantas pessoas
Um Marques visionário
Avenidas largas e ladeiras estreitas
Contrastes à beira do rio dos navegantes
Bondes trilhando caminhos certos
Subindo e descendo lentamente
Em todas as fachadas Azulejos diversos
Sacadas com roupas penduradas
Retratos de cidade de castelos e igrejas
Pessoa em tantas pessoas
Um Marques visionário
Avenidas largas e ladeiras estreitas
Contrastes à beira do rio dos navegantes
Bondes trilhando caminhos certos
Subindo e descendo lentamente
Em todas as fachadas Azulejos diversos
Sacadas com roupas penduradas
Retratos de cidade de castelos e igrejas
Desfilaram em cada
gole sorvido das nossas taças
O Cartaxo descia
suave, trazendo marcas fortes
Frutadas ,
encorpadas, lacrimejado lentas
E nós
embriagados e inebriados fitando a noite
Que agora se
espalha diante do sorriso da lua
Na busca de outros
sabores saboreados além Tejo
Recordando
Minh’Alma em tantos momentos
partilho com
amigos num brinde a vida
e ao viver o
instante de prazer do vinho
sexta-feira, 22 de março de 2013
Chuva
Tragédia anunciada
Historia repetida
A natureza cobra
O lixo acumula
O rio transborda
A água arrasta
A terra corre
![]() |
| Foto da internet |
A lama encobre
Os corpos somem
O povo chora
O povo perde
O povo lamenta
O povo clama
Os heróis aparecem
Os políticos somem
A chuva passa
A rotina retorna
O povo esquece
O povo insiste
O povo repete
O povo samba
O lixo acumula
A natureza cobra…
C.A. 03/01/13
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Seca
O sol arde
A água falta
O gado morre
O urubu chega
A ave arriba
O homem foge
A família pena
![]() |
| Foto da internet |
O prato esvazia
O menino chora
A fome rasga
A sede mata
O riso murcha
A lagrima rola
O povo habitua
Os políticos somem
A cena se repete
É sina no Nordeste
C.A. 26/12/12
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Dois dos Dois
![]() |
| Maria Angélica OSA - 0,57 x 0,60 cm - 2008 |
Salve Yemanjá Rainha do Mar, salve!
Salve-nos, Mãe das Águas e da esperança
De tantos filhos que lhe saúdam
Com seus atabaques e danças
Banhados de confiança e olhares contritos
Num cenário diferente e tão bonito
Diante da imensidão do mar de gente
E da força e da fé estampadas nas faces
Dos passantes do Rio Vermelho
Rainha enfeitada de energia e de Luz
Receba em suas muitas ondas
As flores, os perfumes, as dores
Os pedidos dos desvalidos
Todos os agradecimentos
As oferendas e todas as prendas
Ofertadas nas águas do Seu Mar
Que as ondas levem embora da nossa cidade
Todo descaso, sujeira e impunidade
Que as ondas tragam de volta
O respeito, a cidadania
O orgulho de ser da Bahia
Olhe por esse povo esquecido
Que se esqueceu de ser educado
De ser alegre, de ter respeito
Deixe as ondas levarem a violência
Os rancores, os medos,a insegurança
Renova a Fé do baiano
Desperta os adormecidos
Protege as nossas crianças
Dai-nos força, Senhora
Para que justos e juntos
Façamos um tempo melhor
Salve Yemanjá, Odoyá
Salve!
domingo, 20 de janeiro de 2013
Fé
Chegamos ao Bonfim
Chuva molhando o corpo
Fé lavando a Alma
Subimos a Colina Sagrada
Chegamos a pé para agradecer
Todas as bênçãos recebidas
Chegamos para orar
Pelos nossos, pelo todo
Pelas carências do Mundo
Pelos carentes e os inconsequentes
Pelos governantes desgovernados
Pela Paz tão esquecida
Pelo fim da violência que assusta
Por uma Bahia mais justa
Por mais emprego e menos ilusão
Por menos bolsas e mais sensatez
Por nossa cidade sofrida e desprezada
Pelo despertar de cada cidadão
Por muito mais educação
Por mudanças coletivas que nos anime
Pela esperança de dias mais serenos
Para ter mais leveza na vida
Saúde e lucidez para bem viver
Com ensejos bons para existir aqui
Ouvindo o Hino, nos envolvemos
E entregamos nossas preces e fitas
Sob a guarda e brilho de Oxalá
Dai-nos a Graça Divina!
C.A. 18/01/13
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