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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Abraço

Abraços recebidos
Ao longo tempo
Atam laços
Entrelaçam corpos
Desembaraçam sentidos
Abrem espaços
Abraços demorados
Longos e apertados
Abraços renovados
Buscando o amanhã
Abraços com possibilidades
Cheios de entrega
Perdendo os medos
Abraço sonhado
Confiado renovado
Abraço realizador
Iluminando o olhar
Abraço vivido e dividido
Construindo vínculos
De coração para coração
Abraços carinhosos
Pros afetos pros amigos
Cheinhos de sentimentos
Limpando as mágoas
Trazendo a calma
Abraços de paz
Entregue ao tempo do agora
Abraços acolhedores
Abraços que falam
Libertando corpo e alma

C.A. 23/12/07 



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Emoção




Ludmila Almeida

Fim de tarde 
Por de sol
Mar bonito
Ainda Primavera
Tempo de nascer
Chegou outra Menina
Pele branquinha e rosada
Olhinhos bem azuis
Cabelinho loirinho
Era de admirar...
Outra filha recebemos
Com todo carinho
Com toda emoção
De toda luta
Ludmila está aqui
Mais um presente de Deus
Poder ter nos meus braços
e aconchegar no meu peito
Um bebê saudável e perfeito

19 de Novembro de 1984, Cecilia/Ciça
 (nasceu Ludmila, família completa : Pai mãe e duas filhotinhas - Marina e Ludmila.
 Sobrevivemos!!!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

2 de Fevereiro - Salve Iemanjá, Rainha do Mar!!


"O sincretismo do povo baiano acrescenta às festas à rainha das águas toques de magia e alegria. Em Salvador o palco principal das homenagens é o bairro boêmio do Rio Vermelho. A tradicional festa de Iemanjá acontece desde 1924. Segundo dizem os historiadores este ano foi ruim para os pescadores e para melhorar a pesca, os pescadores resolveram fazer uma promessa à Iemanja e após isto os peixes começaram a aparecer em abundância e a festa nunca mais deixou de ser realizada."



Rio Vermelho

Dia dois de fevereiro, dia de orações e culto a Iemanjá.
O melhor destino seria o Rio Vermelho, onde se concentra a festança e todo ritual dos presentes para a Mãe D’Água.
Trabalhei toda a manhã na expectativa de terminar cedo e encontrar com amigos e, pela primeira vez verde perto a festa no mar.
Sai de casa as duas da tarde e fui pra casa de um colega. Tivemos o privilégio de ver “de camarote” dum janelão do seu apartamento que dava pra praia, num dia lindo ensolarado, o cortejo dos barcos. Um espetáculo que deve ser visto pelo menos uma vez na vida.
Dali sai em grupo para encontrar o povo, o povão, a massa. Batucadas, bandas e fanfarras. Muita, muita gente e prato perfeito para apreciar o povo, ouvir suas falas e sentir o clima da festa. Andamos algum tempo entre pessoas, carrinhos de mão com isopor de bebidas, churrasquinho de gato, bancas vendendo capeta e cachorro quente e muitos policiais, muitas flores.Muita música, muito barulho. Nada faltou
Aí é que me fascina. Passar por tipos exóticos, pessoas interessantes, observar as danças e as roupas, perceber bêbados e até filósofos.
Ia um moço de seus quarenta e tantos conversando com uma moça e de repente aumenta a voz e solta a pérola: Se não fosse a insígnia do medo isso aqui já estaria uma “isbornia”. A mais pura filosofia em plena festa de largo, por volta das quatro da tarde. Tinha que gravar e escrever sobre isso. Uma frase de efeito!!
Ainda continuamos lá por um tempo, vimos de tudo e paramos em frente da Companhia da Pizza. Fomos Brindados com uma apresentação muito boa dos Lampirônicos, grupo musical que eu não conhecia e fez um show bacana de mais de uma hora.
Gostei da experiência de conhecer a festa do Rio Vermelho. Como diziam os antigos, antes tarde do que nunca. E eu sigo afirmando que a vida continua aos quarenta e uns...

C.A. 02/02/09